Fomos sabotados. Quando a discussão sobre a qualidade das provas pegava no breu, forças ocultas derrubaram o sistema do blog e os comentários do post anterior não entraram entre 19 horas e 22 horas da segunda-feira. Ok, talvez eu esteja exagerando na paranoia, é possível que os hackers mais sinistros do país tenham mais o que fazer e nem se interessem por corridas. Enquanto uma CPI não é aberta, preciso comentar tudo o que foi dito sobre provas brasileiras no post passado.
O fato é que o mercado corredor brasileiro cresceu demais. Pelos menos 20% ao ano neste milênio. É muito. E consistente. São corredores novos entrando no jogo a cada prova, iniciantes virando intermediários, intermediários ganhando o selinho de avançados. Provas pipocando Brasil afora. São Paulo já está saturada, praticamente não há mais lugar e data para organizar corrida.
Tudo isso é muito bom. Estamos sofrendo com as dores do crescimento, o que significa também que já podemos tomar um analgésico. Estamos já na fase de exigir mais dos organizadores, de fazer valer os direitos de um exército consumidor que movimenta bastante dinheiro. O Danilo Balu, nos comentários do post anterior, falou que escolher uma prova de 2 ou 15 mil é prerrogativa do consumidor. Concordo em parte com o raciocínio, é evidente que as expectativas precisam ser pesadas aí. Quem se inscreve em uma corrida maior sabe que ganhará no quesito festa, mas precisará pagar o preço da aglomeração. Eis o meu ponto. Esse preço não pode ser muito elevado. Sobretudo quando sabemos que a organização pode evitar uma série de contratempos desnecessários.
Vou bater na tecla dos currais e das largadas em ondas. Por coincidência, peguei na noite de segunda-feira um rabicho do programa de corrida do Ricardo Capriotti na Rádio Bandeirantes. Não consegui identificar a voz do entrevistado, mas lá estava a sugestão de currais e ondas. Esse sujeito dizia que em provas de 10 km, com mais de sete ou oito mil pessoas, poderíamos ter sempre três largadas. Não de 20 em 20 minutos, como faz a Maratona de Nova York com seus 40 mil inscritos, mas de 10 em 10. Imagine a tranquilidade para largar e correr?
Os currais também contribuiriam para resolver a questão da largada. Mas não adianta estabelecer os grupos de tempo e lavar as mãos. É necessário conferir a declaração de tempo do corredor e, mais ainda, fiscalizar com rigor a entrada de cada corredor no curral específico. Simples, ainda que trabalhososo. Com o tempo, o corredor aprende o sistema e aprecia os resultados. E tudo fica mais fácil.
Corri uma única São Silvestre, quem tem família longe sabe como é difícil estar em São Paulo no último dia do ano. A largada da São Silvestre é dos momentos mais selvagens do esporte nacional. São 20 mil pessoas espremidas na Avenida Paulista e muitos têm muita pressa. O nível técnico da corrida é altíssimo, confira os tempos no site. O Brasil que corre forte prestigia sempre a São Silvestre. A falta de currais faz dessa largada no calorão uma experiência inesquecível. Alguns chegam cedo demais para garantir um lugar melhor para largar. A bexiga protesta e as necessidades acontecem ali mesmo, no asfalto quente. Quando o tiro é dado, um Deus nos acuda. Salve-se quem puder. Para completar, a câmera da Globo estimula as maiores micagens. Tomar pisão no calcanhar é mais do que normal.
Estou falando da São Silvestre, uma prova que considero sensacional e indispensável para qualquer corredor de rua do Brasil. É a corrida que atrai a torcida popular, o momento em que a cidade grande abre o seu coração para o esporte. O centro dos ônibus e carros dá uma folga para abraçar o corredor. É Natal, ano novo, renovação, promessas de tempos melhores. A São Silvestre tem algo que o dinheiro das superproduções não compra: tradição. Há provas em horários e trajetos menos inóspitos. Há eventos mais confortáveis, em todos os aspectos. Receber o incentivo de uma senhora humilde, que pegou sabe-se lá quantas conduções para torcer por um desconhecido, não tem preço.
Pois bem, a São Silvestre, assim como a Pampulha e a meia-maratona do Rio, poderiam ser melhores. Outras provas grandes idem. Um bom sistema de largada já daria um toque de qualidade. O Iberê, que está na Califórnia voando baixo na Big Sur, soltou o verbo no post anterior. Criticou forte as provas brasileiras, pediu mais frutas, isotônico, conforto. Poderíamos começar pelo princípio. Uma boa largada, por favor.
41 Comentários:
Doca - http://corridasdodoca.blogspot.com/ - São Paulo (18/11/2009 @ 12:47)
Gerrit, não tô na oposição não, assim como você eu sei muito bem o que quero encontrar nas provas e o que acabo sempre encontrando. Pena que o desejo está longe do realizado. Mas pelas suas boas opiniões e sugestões, acredito que a corrida seria muito bem cuidada e detalhada.
Felipe Carino - Niterói, Rj (18/11/2009 @ 11:58)
Eu até me ofereceria pra ser diretor médico (olha que pretensão, diretor!) da corrida da Runners, mas não quero deixar de correr essa... Inscrições já liberadas na Ativo.com?
Augusto - www.vamoscorrendo.com.br - Piracicaba - SP (18/11/2009 @ 11:36)
Opa! Sérgio e Gerrit, quanto ao material promocional para a corrida da Runner´s contem comigo, na condição de diretor de arte...rsrs Assim como as camisetas, a corrida da Runner´s é apenas questão de tempo. Tá enrolado com a gente heim Sérgio! Abraço.
Gerrit - SP (18/11/2009 @ 11:05)
Opa Doca, vamos organizar sim! Agora, fazer parte da oposição é fácil. Organizar uma prova envolve ( mas não está restrito a ): Ter autorização da CET para fechar as ruas, infraestrutura e pessoas ( staff ), sistemas de cronometragem, controle dos inscritas, mandar fazer medalhas e camisetas, folders informativos, o site, e-mail para duvidas, pronto socorro, patrocinadores, divulgação em revistas e outro tipo de midia, transporte, e assim vai. Somente os grandes como Corpore para já ter um esquema montada e conseguir fazer mais ou menos certo. Por mais que nos temos ideias boas ( será que temos ??? ) a nossa prova seria um desastre total! Mas é muito bom trocar ideias construtivas para ajudar melhorar o que já existe. Agora, ter a pretenção de saber fazer melhor não, acho que é complicado demais! Mas se a Runner's for fazer algo, pode me chamar que vamos quebrar a cabeça juntos!
Morgado - São Paulo (18/11/2009 @ 10:57)
Sérgio, obrigado pelos elogios! : )
Mas isso é resultado da convivência. Minha namorada é uma ótima jornalista e aprendo muito com ela.
A galera que participou pra prova deve ter recebido hoje um e-mail da organização pedindo a opinião. Esse é o momento de criticar e torcer pra que a próxima edição seja melhor. Abs
Doca - http://corridasdodoca.blogspot.com/ - SãoPaulo (18/11/2009 @ 10:42)
Sergio, lendo tudo isso chego a uma conclusão: Faça logo a corrida da Runner´s e chame o Gerrit para ser o organizador e o resto da galera aqui como colaborador e palpiteiros! Aposto que teremos uma grande corrida!
Marcelo Terraza - Brasilia (18/11/2009 @ 10:12)
Vejo q os organizadores tem muito q melhorar nas provas, tais como as q estamos discutindo aqui, melhorar a largada, inclusive o horário da própria, pois começar a correr com o sol de 9h em dia de verão no tempo seco de Brasilia realmente é para matar qualquer um, performance nem pensar, porém discordo de quem diz q a organização das provas são péssimas, acho q já existe uma enorme evolução em todos os sentidos nas provas no Brasil. Quando fiz minha primeira prova na década de 80, Corrida de Reis em Brasilia (velho é phood...eheheh) .. As provas não tinham pontos de hidratação, chip de cronometragem, resultado com classificação geral, por categoria, sexo etc, tempo por SMS, líquido, bruto, Gatorate no final com frutas e água, camiseta com tecido tecnológico. O tempo só era marcado para os corredores de elite e olhe lá! Ou seja, acho q temos q melhorar muito ainda, mas dizer q é péssima acho um pouco demais, prefiro achar que temos soluções para buscar com os organizadores. Abs, m. > keep running.
Sérgio Xavier - Runners (18/11/2009 @ 10:03)
Morgado, você tem talento de repórter. Ótima ideia. Como escrevi em um comentário, precisamos diferenciar objetivos. A corrida tinha pique de festa mesmo. O ponto é que mesmo assim, poderia ser melhor. Talvez elogios tenha aparecido pelo fato dessa ter sido a primeira prova e tenha faltado base de comparação. Quem sabe.
Daniel Biscola - São Paulo (18/11/2009 @ 09:45)
Realmente as provas brasileiras evoluiram em muitos quesitos na organização, menos na questão da largada, infelizmente as provas que tem mais corredores, são as que pecam mais.
Leo Mesquita - http://vivoparacorrer.blogspot.com - Belo Horizonte (18/11/2009 @ 09:29)
Galera,
bom dia!
Acabo de enviar um e-mail para a CBAt, cbat@cbat.org.br
Acho que se todos fizessem o mesmo estaríamos dando a largara para as mudanças!
Morgado - SP - São Paulo (18/11/2009 @ 09:15)
Se vocês forem ao site da revista concorrente e olharem a opinião da galera que participou da prova da Fila, verão que tem uma galera grande que elogiou a organização da prova, mesmo com todos os problemas apontados aqui. Daí eu fiquei curioso pra saber se dentre as pessoas que gostaram havia corredores mais experientes, ou se a maioria era de corredores iniciantes. Ou seja, buscar uma relação entre opinião e desempenho. Pra quê? A maioria dos corredores mais experientes tende a ser mais fiel à uma prova que ele gosta do que a maioria dos iniciantes que estão ali (Concordam?). Entrei no site e comecei a buscar pelos comentários de algumas pessoas que postaram o nome e sobrenome e, com esses dados, tentei cruzar com a lista divulgada do resultado das corridas de 5k e 10k. Não terminei ainda, mas já digo que a amostra não é grande o suficiente pra se chegar a uma “conclusão científica”. Já encontrei gente experiente que gostou e não gostou. O mesmo com iniciantes. O exercício é pra saber se algum grupo se destaca.
Pessoal, que fique claro que não quero a partir disso chegar à verdade absoluta alguma ou confirmar o óbvio. É apenas um exercício de curiosidade. :)
Felipe Carino - Niteroi, Rj (18/11/2009 @ 08:46)
Confesso que tenho uma visão bastante pessimista dessa evolução das corridas abordada pelo Ricardo Capriotti (parecida com a visão pessimista que tenho sobre várias outros problemas brasileiros...). Não acho que vá acontecer qualquer mudança num futuro próximo. O pessoal vai continuar pulando a cerca pra largar na frente, a Meia da Globo vai continuar a mesma confusão de sempre debaixo do sol das 9h, ninguém vai respeitar as faixas de largada. Enfim, a falta de educação de parte do povo e a falta de respeito de quem comanda (no caso, os organizadores) vão continuar iguais. Pra continuar no mesmo tom "ó dia, ó azar", pelo menos não teremos corridas depois de 21/12/2012...
Ibere - SP (18/11/2009 @ 00:05)
Muito bom saber que ha mais pessoas indignadas com a pessima organizacao das provas nacionais. Ja cansei de mandar e-mail para organizadores e, pelas respostas que tive, concordo com o que escreveu o Felipe Carine. A solucao, especialmente para a largada minimamente organizada, eh obvia. Mas, na cabeca do organizador, a questao eh: "Se eu gastar o dinheiro necessario para fazer a largada em baias, minha corrida tera 20mil inscritos. Se eu nao organizar a largada em baias, economizo dinheiro e minha corrida tera...20mil inscritos". O raciocinio eh de pobreza de espirito impar, mas acho que eh assim que funciona. E, mea culpa, estou inscrito para a Sao Silvestre (prova cuja largada eh a pior que ja experimentei, assim como a da Meia do Rio) ha varios meses. Daqui a pouco, vou chegar a conclusao de que eu corro essas provas so para depois poder criticar o organizador...
Paulo F. Figueiredo - São Paulo/SP - São Paulo/SP (17/11/2009 @ 22:59)
Sérgio, no proximo dia 20 de dezembro a ATC - Associação dos Técnicos de Corrida vai estruturar o tradicional Treino da São Silvestre, com largada pontualmente às 07:00 hs da manhã na Paulista,900. A inscrição custará R$ 5,00 (cinco reais)+ 1 kg de alimento não perecível. Em todo o percuso o mesmo terá água e isotônico com apoio de motos e bikes. Para quem não quer enfrentar todos os transtornos no dia 31/12, fica o convite para o dia 20/12 curtir o percurso integral da São SIlvestre com as ruas vazias. E o melhor vem ao final: encontro na padoca na Al. Lorena para um super café da manhã pós treino...mais perto da data, conterei mais detalhes;abraços
Estela Marcondes - São Paulo (17/11/2009 @ 22:44)
Sempre brinco que se não fosse pela mochila pesada poderia aproveitar a volta da faculdade para casa para um treininho de rodagem!!!RSRSRS
Em horário de pico do trânsito, no trajeto de pouco mais de 10 km o ônibus demora aproximadamente 1 hora e 40 min!!! Se eu fosse correndo, chegaria 53 minutos mais cedo!!!! KKKK...
Esse é um dos motivos que me divertem em relação à corrida! Quando tem trânsito, adoro ficar fazendo contas de quantos Kms eu estaria na frente se fosse correndo!!! Por isso mesmo acho absurdo excesso de trânsito também nas largadas das provas!!!! É essencial que isso não aconteça para que a corrida seja diversão, não irritação!
OBS: Sérgio, mandei mais um e-mail perguntando da laranjinha.....poxa, será que ela não vem???
Reinaldo Costa - Guarulhos (17/11/2009 @ 22:33)
Sergio, o pessoal de Santos do sistema A Tribuna tem a receita: Eles promovem um circuito com 5provas durante o ano que prima pela eficiência. Eles tem uma prova de 10k que é uma festa tão bela quanto a São Silvestre (12.000 competidores, porém os 500 mais rapidos são premiados com a possibilidade de largar no pelotão de Elite B no ano seguinte. Tem uma prova dura que sobe o Caminho do Mar para apenas 1500 competidores e uma meia maratona totalmente plana e com apenas 4 curvas para 4000 apressadinhos (nesta prova existe um 10k que larga após 20 minutos). Existe ainda uma reservada só para as mulheres (que pena!) e outras para a criançada. Ah, em todas elas o chip preso no tênis por um lacre de plastico é retirado e entregue em mãos por um staff maravilhoso. Agua a vontade patrocidado pela Sabesp. O segredo? O do dono do negócio é corredor.
Sérgio Xavier - Runners (17/11/2009 @ 19:28)
Mário Mello, isso aí. Boa, Capri. Felipe, não "podemos se entragá pros homi", como diz o canto gauchesco. Tem jeito, sim, e cobrar é a solução. Gosto de usar como exemplo o paradoxo do metrô. Por que ele é limpo e o terminal de ônibus uma sujeirada? Pela tolerância zero. A pessoa vê um papel no chão e não vê problemas em jogar mais um. No metrô, o desafio da limpeza é não deixar um único papel no chão. Quanto mais rápido a turma da limpeza age, menos precisa trabalhar. Se a organização da prova fizer força para impedir todos os "espertos" de pularem os currais, a tendência é o pessoal parar de tentar.
Ricardo Capriotti - São Paulo (17/11/2009 @ 18:50)
Serginho, como fã do seu blog me deparei com a citação do Fôlego neste texto. Obrigado pela adiência. Apenas para esclarecer e dar meu pitaco. O boletim que você ouviu na segunda-feira é do Mário Mello, treinador e colaborador do programa. Ele foi muito feliz na abordagem do tema e também concordo que algo precisa ser feito para diminuir esta batalha insana de conseguir largar com o mínimo conforto em algumas provas. Há um outro aspecto importante: infelizmente o brasileiro não respeita as regras. Cansei de ver gente burlando as bais determinadas só para poder largar "lá na frente". Se há uma despreocupação de organizadores com este tema, há também uma enorme falta de respeito pelo próximo e uma enorme necessidade de colocar em prática o famigerado "jeitinho brasileiro". Mas estamos em processo evolutivo também no mundo das corridas e acredito em dias melhores. Ou largadas melhores.
Abração, parabéns pelo blog, revista - excelentes como sempre - e bons treinos!
Saulo - Gurupi - TO (17/11/2009 @ 18:25)
Gerrit, lento ou rápido, quem xinga nunca tem razão. Bons modos devem ser exercitados em todos os lugares, inclusive durante uma prova. Infelizmente, no entanto, estamos todos sujeitos a passar por dissabores de tal espécie, sobretudo porque, em uma prova de rua, há gente de toda a espécie. No entanto, não podemos ser injustos, a maioria das pessoas se porta de forma urbana e cordial.
Gerrit - SP (17/11/2009 @ 18:07)
Doca e Marcelo, realmente, correr 10K no meu condominio ou na USP, já basta para saber se melhorei ou não. Por isto participo somente 1 ou 2 vezes por ano num 10K em SP. Preciso ter meu tempo 'oficial' cadastrado para poder largar na frente da meia-maratona. Meia Maratona faço questão de correr a prova oficial, já que são somente 2 ou 3 possibilidades em SP por ano. Sobre transporte publico: isto depende de cada um. Para chegar da minha casa no parque de Ibirapuera domingo 6 hrs de manhã ( para largar as 7 na Maratona de Revezamento PdA ) teria que sair da minha casa as 3 de madrugada. Não preciso nem falar que alem de ter que fazer 4 ou 5 trocas de ônibus e trêm, nem transporte publico passa neste horário. Agora para quem mora em Jabaquara, a opção para São Silvestre é ir de metrô mesmo, sem duvida. Outra coisa - já percebi varias vezes em provas que pessoal 'lento' xinga as pessoas rápidas quem vem de tras tentando ultrapassar. Pessoal rapido xinga quem fecha a rua corrende devagar. Quem tem razão?
Gerrit - SP (17/11/2009 @ 18:07)
Doca e Marcelo, realmente, correr 10K no meu condominio ou na USP, já basta para saber se melhorei ou não. Por isto participo somente 1 ou 2 vezes por ano num 10K em SP. Preciso ter meu tempo 'oficial' cadastrado para poder largar na frente da meia-maratona. Meia Maratona faço questão de correr a prova oficial, já que são somente 2 ou 3 possibilidades em SP por ano. Sobre transporte publico: isto depende de cada um. Para chegar da minha casa no parque de Ibirapuera domingo 6 hrs de manhã ( para largar as 7 na Maratona de Revezamento PdA ) teria que sair da minha casa as 3 de madrugada. Não preciso nem falar que alem de ter que fazer 4 ou 5 trocas de ônibus e trêm, nem transporte publico passa neste horário. Agora para quem mora em Jabaquara, a opção para São Silvestre é ir de metrô mesmo, sem duvida. Outra coisa - já percebi varias vezes em provas que pessoal 'lento' xinga as pessoas rápidas quem vem de tras tentando ultrapassar. Pessoal rapido xinga quem fecha a rua corrende devagar. Quem tem razão?
Henrique - Patos de Minas (17/11/2009 @ 17:20)
Oi pessoal. Realmente fácil nao tem sido mas realmente palpites temos bons e muitos e concordo q se a CBat ja iniciasse um contato, ja q mtas provas boas e gdes ela poe a chacela, ja estariamos abrindo caminho p defesa de nossos direitos e largadas em ondas.
Educaçao, realmente é o q falta. Agora,pô, ja pagamos altas taxas e dai, como disse o Marcelo, se for o caso imprimirmos nossos tempos, ja acho demais, fica mto bom p os 'organizadores`né nao?
Abco.
Fernando Jr - Aracaju (17/11/2009 @ 17:10)
Corro há aproximadamente dois anos e até bem pouco tempo participava de qualquer prova, porém comecei a enxergar as humilhações e desrespeito com os corredores e hoje sou mais seletivo com as provas que participo. Infelizmente, conforme disse o SÉRGIO, existem provas que são tradicionais e de forma nenhuma nos é dado o direito de simplesmente deixar de participar e se dar por vencido pela má organização, é necessário que se encontre uma solução para o corredor ser ouvido e atendido na medida do possível em suas reivindicações. O que não dá é aceitar a solução mais fácil que seria os preços segregação. Até porque não temos garantia nenhuma de que pagando caro teremos uma prova boa e bem organizada. Para mim, SÉRGIO, uma boa prova seria a que, sem esquecer do lucro do organizador, privilegiasse o bem estar e satisfação do corredor/consumidor antes de qualquer coisa. Mudando de assunto, mas ainda dentro do problema, cito, além dos atletas mentirosos e trapaceiros que querem largar na frente sem ter pace, os atletas piratas, pipocas, estes sim, tremendos caras-de-pau. Recentemente numa prova em SSA fui acotovelado na concentração por um cidadão que queria largar mais à frente e para minha surpresa o mesmo não estava inscrito, não tinha número de peito, ou seja, o cara além de não pagar e usufriur da estrutura da prova ainda queria largar na frente, é mole? Culpa da organização que não tem controle da concentração e do atleta que deveria ter respeito por quem pagou e largar após o último inscrito, à frente apenas da ambulância.
Felipe Luis Matos - Brasilia (17/11/2009 @ 16:39)
O grande problema da largada é a galera que não corre tao rapido e que quer sair da frente sabe lá o porque...ficar sendo ultrapassado é um saco, eu particularmente nao gosto entao procuro sempre sair junto com pessoas que vao no mesmo ritmo que podem ate me ajudar a melhorar o meu tempo. As pessoas hoje querem fazer as provas da moda por causa das camisetas, mas como bem ja falaram aí tambem sou adepto de comprar a camiseta numa loja ao inves de me escrever na prova para ganhá - la, hoje em dia é status dizer que correu alguma das corridas da moda e sair com a camisa por aí. Agora que os organizadores aproveitam o boom das corridas pra garantir uma boa grana é fato, deveriam pensar um pouco mais nos corredores, pois talvez para a grande maioria ali seja so uma festa e tal e é valido tambem, mas tem uma parte que gosta de melhorar seus tempos e der um bom desempenho....
Doca - http://corridasdodoca.blogspot.com/ - SãoPaulo (17/11/2009 @ 16:08)
Concordo com o Marcelo. Tenho feito isso há algum tempo. Qualidade no lugar da Quantidade. Prefiro chegar um dia na USP e dar uma gás numa volta de 10km pra saber se melhorei o meu tempo do que encarar uma "SP Classic" de 10k na 23 de maio. Além de perder muito tempo, entre o chegar, alongar, esperar a largada, sei que não farei um bom tempo.
A camiseta antigamente valia a pena, agora não mais, chega ser quase o mesmo preço...
Samanta - São Paulo (17/11/2009 @ 15:37)
Boa tarde. Acho que a base de tudo, é sempre a educação...essa aliás, nos dá uma péssima apresentação em diversos lugares por aí...brasileiro é mal educado, e ponto. Sei que sou lenta, e nunca, nunca tento sair na frente...uma vez, por erro de informação, acabei saindo na frente, e quase fui atropelada...me matei p/ acompanhar o pessoal, de demorei quase 2k para chegar no meu ritmo. Estou lá para fazer o MEU melhor tempo, que será contado à partir do momento em que EU passar pela largada. Acho correta a largada em ondas, mas acho mais correta a conscientização das pessoas de modo geral. Junto com os kits, creio que deveria vir um mini manual de educação na corrida...rsrsrs
Ah, e, informação "rádio peão": dizem por aí que as corridas ficarão ainda mais caras ano que vem, visto que o pessoal esse ano tinha a intenção de fidelizar o público. Se for p/ ser assim, desse jeito, e ainda ser mais caro...Organizadores: não contem com o meu dinheiro...Uma outra dica aos organizadores:somos clientes consumidores e pagantes, temos nossos direitos. Um deles é termos um portal de elogios e reclamações abertos nos sites das próprias, afim de avaliarmos as opiniões de outros consumidores, e garantir melhorias nas próximas etapas.
Bjos
Samy
Marcelo Assunção - Rio de Janeiro (17/11/2009 @ 15:35)
Coisas práticas e possíveis para "enfrentar" os mal organizadores:
1- Usar o transporte público - sempre vou de onibus, taxi, metrô ou trem para as largadas, e ganho muito tempo com isso. Estacionamento para quê?
2- Boicotar provas mal organizadas. Não acho que correrei algum dia a São Silvestre ou a Volta da Pampulha enquanto forem da Yescom, e já desisti da Meia do Rio, também deles.
3- Procurar pequenas provas - aqui no Rio temos a Prodesporte, que faz provas com pouca gente e com sofisticação zero. Valem o preço da inscrição, pronto.
4- Procurar a QUALIDADE em lugar da QUANTIDADE. Quanto menos provas eu correr, melhor eu treino. Correrei melhor as provas boas ao invés da mesmice de correr "mais ou menos" em provas "mais ou menos". Os melhores fundistas do mundo fazem assim, e é a única coisa em que eu posso imitá-los, rss!
5- Evitar correr provas ruins, como as do Circuito Adidas, só por causa das camisetas. Quando quero camiseta, eu compro na loja - e dá para experimentar antes de comprar...
6- Valorizar os bons organizadores. Escrever elogiando os pontos fortes de suas provas, ou, se possível, falar pessoalmente. Já organizei pequenas provas, e é muito difícil saber o quanto você acertou ou errou. Críticas construtivas são fundamentais, também.
Doca - http://corridasdodoca.blogspot.com/ - São Paulo (17/11/2009 @ 15:08)
Sergio. Eu gosto muito da ideia de ondas, separar os corredores por tempo e alguams largadas. O grande problema disso é que eu não vejo ninguém respeitando. Como existem muitos novatos em provas de 10k, eles não sabem que fazer 10km em 55min é bem diferente do que fazer em 1:05. já quem corre, sabe o sufoco que é baixar de 55 pra 53. Já quem faz uma prova maior, com certeza não é novato e como o número de inscritos é bem menor, a organização fica mais fácil.
Augusto - www.vamoscorrendo.com.br - Piracicaba - SP (17/11/2009 @ 14:50)
Sendo este um espaço recheado de corredores experientes e aproveitando o embalo do comentário da Isabel, também gostaria de mais informações, dicas e macetes pra correr a SS pela primeira vez.
Saulo - Gurupi - TO (17/11/2009 @ 14:43)
Com a profissionalização da organização das provas, nós atletas temos que passar a ser vistos como consumidores. Isso mesmo. Somos consumidores dos serviços disponibilizados pela organização desses eventos. Como tais, temos todos os diretos que nos são garantidos pela lei. Aí se incluem direitos como o de pagar um preço justo, receber o suporte material necessário e, também, ver respeitado o horário de largada. É um desrespeito não limitar o número de participantes. E concordo com a idéia da largada em ondas e currais, desde que isso não fique apenas no papel. A esse respeito, não é tão difícil fiscalizar o momento da largada. Basta um pouco de boa vontade dos organizadores e, também, consciência dos atletas. Uma visão mais profissional dos organizadores das provas, portanto, é medida imprescindível.
Gerrit - SP (17/11/2009 @ 14:42)
O que não funciona é apresentar um certificado impresso. Uma vez fiquei interessado em comprar um apartamento, e o vendedor me falou para alterar no Word a minha declaração de imposto de renda. Para obter desconto na escola dos filhos pessoal faz a mesma coisa, busca os filhos num BMW X5 e declara que ganha R$ 1500 por mês para conseguir desconto. Odeio estes 'jeitinhos'. Se é para verificar o tempo, que seja no banco de dados da Championchip, da Corpore ou seja onde for, pelo menos fica mais complicado falsificar os resultados. Ah ... e não vale correr uma corrida fantasma ( cortando caminho, ou colocando o chip no pé de um amigo ) só para ter um tempo de referência cadastrado no banco não ... Falando nisto, lembro que nas 'InterAlphas de 2006', na corrida final, alguns participantes contratarm corredores de fora, amarraram 2 ou 3 chips no pé, só para cadastrar tempos melhores e obter mais pontos para a equipe. Não entendo que graça tem tentar enganar você mesmo.
Isabel - São Paulo (17/11/2009 @ 14:03)
Por falar em São Silvestre, tenho muita vontade de correr essa corrida, mas tenho um medo danado da largada. Já ouvi tantos comentários negativos que fico pensando se realmente vale a pena. Como fazer? Ficar lá no final? Quanto tempo antes precisamos estar lá para a largada? Gostaria de ter informações e saber da experiência de quem já esteve por lá. Dicas, por favor!!!!
Leo Mesquita - http://vivoparacorrer.blogspot.com - Belo Horizonte (17/11/2009 @ 14:01)
Diria que para termos uma solução definitiva o exemplo teria de vir de cima, ou melhor, a CBAt teria de regulamentar a questão. Assim, além de ter a distância da prova aferida seria necessário organizar a largada por ondas.
Para fazer o controle mais fácil eu sugeriria que os organizadores utilizassem números de peito em cores variadas. Poderíamos adotar um modelo patriótico e termos números de peito em verde, amarelo, azul e branco. Já que as camisas das provas não são tão adotadas pelos corredores. Cada um das cores representaria uma onda em função do tempo previsto para conclusão da prova. Obviamente os atletas de elite continuariam largando no seu lugar de destaque. Assim as ondas serviriam apelas para os mortais corredores. Mesmo assim ainda seria necessário contar com a esperada educação dos participantes das provas. Mas se não houver uma regulamentação por parte da CBAt acho que as melhorias podem vir muito tarde.
Marcelo Terraza - Brasilia (17/11/2009 @ 12:28)
Apenas para lembrar, quem corre o Circuito das Estações Adidas já deve ter visto que eles disponibilizam junto com o resultado da prova um grafico q tem o tempo das 3 ultimas provas, ou seja, dá pra eles saberem de antemao a pulseira com o tempo de cada um q for se reinscrever para a proxima etapa. Abs, m.
Marcelo Terraza - Brasilia (17/11/2009 @ 12:24)
As corridas mais badaladas e organizadas são feitas quase sempre pelos mesmos organizadores, q ja tem o cadastro de quase todos nós, ou seja, o tempo de corrida pode ser verificado com facilidade por eles, basta criarem um link com o championchip ou outros cronometristas para na hora da entrega do kit ja entregar uma pulseira com o tempo de largada. Assim bastava um novo atleta se inscrever em sua 1ª prova com o grupo de tras e depois ja teria sua pulseira na proxima prova q fosse correr. Ou nós imprimirmos nosso melhor certificado e entregar na hora da entrega do kit para pegar a pulseira correspondente. Dai a largada seria mais organizada. Abs, m. > keep running with happy.
Kleber RG - Campinas-SP (17/11/2009 @ 12:17)
Sergio, aproveitando o gancho da galera, outro ponto bem complicado é a consciência do corredor. O povo brasileiro, infelizmente, tem o dom de desobedecer regras, desrespeitando o próximo, não exercendo cidadania nenhuma. Este ano participei de uma prova onde se pagava mais caro para poder sair um pouco à frente do "bloco da massa", num pelotão chamado de Premium, porém havia bastante gente neste pelotão que praticamente estava trotando, inclusive mulheres em ritmos bem mais lentos. Resultado, estas pessoas acabaram sendo "atropeladas" do mesmo jeito...
Abraço,
Kleber RG
"Vida Corrida" - http://kleber-rg-runner.blogspot.com/
COLUNA "maraTÔ-NA LAGOA" - http://lagoadotaquaral.blogspot.com/
Augusto - www.vamoscorrendo.com.br - Piracicaba - SP (17/11/2009 @ 11:30)
Concordo com o Felipe Carino. Soluções pra melhoras as corridas existem aos montes. É bem fácil abrir canais como este blog para ouvir os corredores e abraçar idéias pra melhorar a estrutura das provas. O que falta mesmo é vontade por parte dos organizadores que querem lucro estratosférico e fazem uma banana para o corredor. Há meses fiz minha inscrição na São Silvestre. Será minmha primeira vez lá e como disse o Gerrit, também já estou ficando com medo das coisas que me falam a respeito dessa prova. Por outro lado, boa ou ruim, todo corredor deve ter pelo menos uma medalha da SS. E seja o que Deus quiser!
Felipe Carino - Niteroi, RJ (17/11/2009 @ 11:12)
Posso estar chovendo no molhado, mas não vejo solução pra estes problemas citados nos últimos posts, pelo menos a curto prazo. Explico: não sinto nos organizadores de corrida uma vontade de implantar ou de fazer dar certo a largada por tempo, tampouco de limitar o número de vagas. Com o crescimento vertiginoso do mercado das corridas, acho que o pessoal quer mesmo é fazer dinheiro rápido e que se dane o pessoal que já corre a mais tempo e critica esta prática. A saída deve ser procurar outras corridas mais vazias, que foi o que fiz neste fim de semana, quando corri uma ótima corrida cross-country em Búzios/Rj (a 1a edição desta Maratona). Foi ótima, nada cheia e muito bem organizada (não tenho rabo preso com a organização, diga-se de passagem). Em compensação, morri em 120 merréis...
gustavo - barcelona (17/11/2009 @ 11:04)
Acho que os sintomas estão muito bem descritos no post e nos comentários, e gostaria de compartilhar algumas coisas que já vi por aqui: 1) o controle de tempo poderia ser feito durante a distribuição do kit do corredor. Nas provas francesas, todos os corredores precisam apresentar um certificado médico, e os voluntários que participam na distribuição do kit estão instruídos a conferir se o corredor já mandou o certificado por correio ou cobrar o certificado na retirada do kit. Sem certificado, sem kit, sem corrida. Os organizadores poderiam pedir o tempo do corredor com o mesmo esquema. 2) Provas badaladas não precisam ser multitudinárias. A última Nike Human Race de Barcelona foi dividida em 5 locais de provas diferentes, e com 3 ou 4 horários cada, e menos de 150 corredores por grupo. Nenhuma rua foi fechada, a cidade continuou funcionando normalmente e quem se inscreveu rápido aproveitou uma corrida excelente. Quem demorou na inscrição ficou de fora.
Gerrit - SP (17/11/2009 @ 10:44)
Corri a Meia Maratona de SP, organizada pela Yescom, em 2009. Foi a primeira prova grande que corri na minha vida. Larguei na turma dos 'Até 1:50' e foi um corrida super tranquila. Em nenhum momento tive que pisar no freio por causa de corredores mais lentos. Um mês depois, corri em SP a meia da Corpore. Consegui descolar uma pulseira 'Dourada' pelo meu tempo ( 1:45 ) e também fiz uma prova super tranquila. As provas que não deram certas ( largada e chegada ) foram a Fila Night, a Maratona de Revezamento Pão de Açucar. Na Maratona de SP 2009 larguei lá atras, pq corri os 25K, e isto fou muito ruim. Fora disto não participei de provas grandes, simplesmente porque não gosto de pagar R$ 60, só para ficar irritado com a largada, acumulo de gente, falta de banheiros limpos, falta de estacionamento ( os flanelinhas aqui em SP, já tem cara de pau de 'cobrar' R$ 15 por uma vaga na via publica ). Se tivesse o Nike 10K aqui em SP, com certeza não iria participar. Já fiz a inscrição para São Silvestre ( vai ser minha primeira vez ), já estou 'com medo'.
Gerrit - SP (17/11/2009 @ 10:44)
Corri a Meia Maratona de SP, organizada pela Yescom, em 2009. Foi a primeira prova grande que corri na minha vida. Larguei na turma dos 'Até 1:50' e foi um corrida super tranquila. Em nenhum momento tive que pisar no freio por causa de corredores mais lentos. Um mês depois, corri em SP a meia da Corpore. Consegui descolar uma pulseira 'Dourada' pelo meu tempo ( 1:45 ) e também fiz uma prova super tranquila. As provas que não deram certas ( largada e chegada ) foram a Fila Night, a Maratona de Revezamento Pão de Açucar. Na Maratona de SP 2009 larguei lá atras, pq corri os 25K, e isto fou muito ruim. Fora disto não participei de provas grandes, simplesmente porque não gosto de pagar R$ 60, só para ficar irritado com a largada, acumulo de gente, falta de banheiros limpos, falta de estacionamento ( os flanelinhas aqui em SP, já tem cara de pau de 'cobrar' R$ 15 por uma vaga na via publica ). Se tivesse o Nike 10K aqui em SP, com certeza não iria participar. Já fiz a inscrição para São Silvestre ( vai ser minha primeira vez ), já estou 'com medo'.