
Volta à Ilha Florianópolis (25 de abril)
Características: corrida de revezamento de 150 quilômetros em torno da Ilha de Florianópolis. Não se assuste. A não ser que você seja louco e faça em dupla (uns 75 quilômetros por cabeça), dá para correr a prova com treinos moderados. O percurso possui 24 trechos (o menor tem 3,3 quilômetros e o maior, 11,2) e normalmente as equipes são compostas de oito integrantes. Cada um correrá três trechos e cerca de 18 quilômetros na soma total da distância. Mas é possível escalar até 12 pessoas na equipe e os menos preparados podem correr as distâncias que forem capazes.
Inscrições: www.voltailha.com.br
Por que é imperdível: uma prova de revezamento torna a brincadeira coletiva. Na Volta da Ilha, alugue uma van e um carro. O carro acompanhará quem estiver correndo e o apoiará com água e isotônicos. A van levará os demais corredores até o próximo posto de troca. Em poucas horas de prova, os conhecidos viram amigos e os amigos se tornam amigos inseparáveis. Porque, nas 10, 12 ou 15 horas de prova, as histórias individuais de superação se misturam às piadas, em meio a belas paisagens. Para um desafio maior, tente o trecho 19, conhecido como Morros Maldito. São 11,2 quilômetros de muita inclinação.
Dica útil: são 300 equipes e cerca de 3 mil integrantes. Cada vez mais mulheres participam da Volta da Ilha. Bom motivo para não ficar apenas nas expectativas esportivas. Como todos acordam muito cedo para a largada e a corrida é desgastante, a noite do sábado fica curta. Nos bares, restaurantes e baladas de Floripa, você tem que ser rápido e preciso, antes que as (os) pretendentes cochilem na mesa. O ideal é se enturmar durante a prova nos pontos de revezamento, entre um alongamento e outro. Meio caminho andado para a noite pós-corrida.
Cuidado: as inscrições são disputadas a tapas. É dificílimo conseguir vaga com uma equipe nova. O melhor é apelar para assessorias esportivas ou tentar vagas em equipes que já participaram da Volta à Ilha. Não perca tempo. Sem batalhar muitos meses antes, você não consegue participar da prova.
Sérgio Xavier Filho já correu de tudo. Do cachorro, da mãe que o obrigava a fazer o dever de casa, dos colegas maiores. Depois aprendeu a correr melhor, vieram as meias, seis maratonas e outras provas malucas mundo afora. Aos 45 anos, dirige um núcleo de revistas da Editora Abril que tem Runner’s World, Placar, Quatro Rodas, Viagem e Turismo e Guias Quatro Rodas. Escreveu o "Operação Portuga", comenta na Bandnews FM e dedilha umas coisinhas pelo @sxrunners no Twitter.
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