Sou um pai, no mínimo, estranho. Não tenho uma foto sequer dos meus filhos na carteira, não gravei vídeos deles quando pequenos, não me lembro de vários momentos emblemáticos da infância deles. Como foi o aniversário de primeiro ano da Nina? Não sei. E o primeiro dentinho do Filipe, nasceu quando? E eu vou saber? Quais doenças eles já tiveram? Silêncio.
Falei estranho, não canalha. Guardei outras coisas na memória. O dia em que saí com eles de bicicleta pela primeira vez está gravado em alta definição cerebral. Uma cadeirinha na frente, outra atrás, mais uns pacotes que a gente carregava. Encontrei um fotógrafo amigo nesse dia na Rua Bandeira Paulista. O olhar dele era um misto de reprovação e admiração.
Lembro em especial de um fim de tarde em 1996. Em um parque, eu me posicionei uns cinco metros distante de minha mulher. Ela soltou a fera. Com 11 meses e alguma coisa, o Filipe veio trôpego em um tiro de 6 minutos por quilômetro. Não caiu. Tecnicamente, aquilo recebeu o nome de caminhada, a primeira. Poderia ser primeira corrida, não estaria errado.
Para quem não embarcou ainda nessa aventura da paternidade, saiba que isso é diferente de tudo. O momento do nascimento do bípede é marcante. A gente sente uma sensação notável de competência. Então fizemos certo, conseguimos. Nem é bem verdade, uma pequena prepotência paterna. Quem fez tudo foram eles, a natureza e o comandante do barco, se houver.
Lembrei de tudo isso por causa de uma chamada da capa que estamos fechando por esses dias (segunda eu mostro pronta). Tem ali a palavra caminhada. Em uma revista de corrida? Sim, é o primeiro passo. Falamos dias atrás aqui sobre o assunto da perda de peso como porta de entrada para novos corredores. A caminhada vem antes. Ninguém começa a correr sem caminhar direitinho.
Anos depois dos passinhos iniciais do Filipe, aconteceu algo parecido. Não tinha Runner’s, trabalhava só na Placar. Minha mulher pensava em correr e tinha a certeza quase absoluta de que não conseguiria. Montei uma planilha tabajara que, se encontrada pelo Almirante Nelson e sua polícia secreta da ATC (Associação dos Treinadores de Corrida), me dariam uns seis anos enjaulado. Eu mesmo tinha dúvidas se ela conseguiria. Apesar do racional dizer que a chance de dar certo era enorme, tirar alguém da inércia é sempre algo improvável. Em três meses de planilha caminha-trota-caminha, ela completou uma Corpore de Natal de 5,6 km só correndo. Tenho certeza que fiquei mais feliz do que ela. A sensação de publicar uma uma planilha para caminhantes e receber meses mais tarde uma carta de um corredor é bem semelhante.
29 Comentários:
joão batista xavier da costa - guaiba (11/02/2010 @ 15:46)
Fazem uns 35 anos, mais ou menos, um dos meus sobrinhos, perguntado sobre o que gostaria de ser quando "crescesse", respondeu com orgulho: "Quero ser como meu tio João!". Maravilha. É claro que na época eu só estudava (não muito), jogava futebol ( e muito) e ainda fazia umas viagens de carona pela Argentina e Chile.
Hoje, com quase 54 anos digo o mesmo: "Quero ser que nem meu sobrinho, quero correr." E confesso que embora não tenha passado por um teste ergométrico, já me orgulho de conseguir trotar uns 4 minutos com batimentos em torno de 155.
Ainda chego aos 5K.
Elliton - Cuiabá-MT (07/02/2010 @ 13:32)
Parece que sei o que é isso...
Bem primeiramente me apaixonei denovo pelo esporte depois de 10 anos de um primeiro contato. Agora depois da paternidade, vivo a paixão e o desejo de, quem sabe, vê-los amando assim o esporte. Quem sabe tentando apoia-los já que nem todos podem contar com isso (eu não pude) os ajude.
Mesmo que respeitando suas vontades, sempre esperamos ver nossos amados (esposa e filhos) nos acompanhando, quem sabe...rs.
Sylvia Brennand - Maceió (06/02/2010 @ 09:41)
Sérgio, faz um tempão que vejo os comentários postados e sinto vontade de também me expressar.
Mas sabe como é, aquela lista de emails logo cedono trabalho e a correria...aquela velha desculpa!!!
Mas quando li essa matéria "primeiros passos" não resisti.
Não sou corredora iniciante,mas um problema de saúde,no ombro, mais precisamente me fez "abandonar" a boa corrida diária. Isso tem 4 meses, mas parecem 4 anos...nossa, que ruim!!!
Agora que estou na contagem regressiva para liberação, acredito que mais uma semana de fisioterapia e pronto.
Então resolvi entrar no site da Runner's e procurar uma planilha...acredito que a "perca peso correndo" será a mais adequada....
Preciso fazer sumir aqueles "quilinhos" a mais que ganhei. Bom, desculpa pelo longo comentário, fiquei empolgada!
Grande abraço.
Eduardo - BH (05/02/2010 @ 22:50)
Tem razão Sérgio. Vc falou no mercado da informática, mas vamos lembrar também que na indústria automobilística, os carros nacionais só deixaram de ser "carroças" com a chegada dos importados. A indústria nacional, ameaçada, deu um salto de qualidade na produção. Mas sobre os tênis, a gente vê muito a diferença entre perfomance e active. Eu, inclusive, já trouxe a questão num post, quando perguntei se alguém conhecia o asics gel kushon que comprei numa promoção e o Gerrit deu uma explicação, boa, como sempre, mas que me deixou com a "pulga atrás da orelha". Grande abraço e obrigado pela atenção. Desculpe por desviar do assunto do post.
Nelson Evêncio - SP (05/02/2010 @ 22:48)
Também ainda não tenho filhos. Pelo menos que eu saiba... Mas quando tiver, a possibilidade de um dia o nego ou da nega correr será altíssima, assim como de torcer para o meu glorioso Santos Futebol Clube, pois temos que ajudar as pessoas queridas dando bons exemplos!
Já vai começar correndo no carrinho, assim como a filha de um casal de amigos meus (Luiz e Cris) que já rodou pra caramba pelas provas de Sampa!
Também prefiro gravar as experiências no melhor canto da própria memória, junto com minhas melhores corridas, meus melhores trabalhos, sonhos realizado e etc.
No mais, concordo que este post foi muito feliz, pois seguramente a caminhada é o 1.o e um dos mais importantes passos para se chegar a uma corrida segura. De prefência sem pressa de fazer a transição e deixando com que o próprio corpo/mente peça algo mais.
Já com relação as planilhas, esta semana a " polícia secreta " pegou no meu pé pra eu reclamar com uma organizadora que enviou uma para todas as que estavam inscritas em sua prova. Poderiam ter enviado só para as " avulsas " ou sem equipe que não teriam arrumado um problema, mas credito que tenha resolvido a coisa sem muito estress!
Abraços
Sérgio Xavier - Runner's (05/02/2010 @ 21:57)
Eduardo, nessa categoria performance estão basicamente os tênis de corrida. Todos. Temos uma grande briga econômica-política. Os fabricantes nacionais com o apoio da bancada calçadista gaúcha fazendo lobby pela sobretaxa. Do outro lado, as marcas internacionais. No meio, o consumidor. O Brasil produz muito tênis, mas só os modelos mais baratos. Mesmo as Nikes e Asics da vida produzem os modelos mais baratos no Brasil. A sobretaxa não afeta nada aí. O problema são os modelos de corrida, que em quantidade representam pouco e em margem de lucro, bastante. Aí que o bicho pega. É uma pena que estejamos vivendo esse atraso de vida. Já vi esse filme na reserva de mercado da informática. Proteger indústria por sobretaxa nunca deu certo, a não ser enriquecer meia dúzia de favorecidos.
Eduardo - BH (05/02/2010 @ 21:47)
A notícia interessa a corredores e caminhantes. Pelo que entendi, segundo o que noticiado no "Estadão", ainda não houve acordo entre os fabricantes de tênis no que diz respeito a famigerada sobretaxa. A bola da vez é definir o que seria "tênis de perfomance" para dar a eles tratamento diferenciado, ou seja, estes sim, seriam sobretaxados. Em 10/03, saberemos se a sobretaxa fica ou não (até aqui ela é provisória), o que será sobretaxado (todos os tênis importados ou somente os tais de perfomance) e de quanto será a sobretaxa (pode até aumentar). Afinal, faz tanta diferença assim, ser um tênis de perfomance ou não para quem não é corredor profissional ou da elite???
Regina - Mauá - SP (05/02/2010 @ 16:26)
Acho muito legal se preocuparem com a pessoa que quer dar o primeiro passo no mundo das corridas, iniciando com as caminhadas. Eu mesma comecei assim com o guia do MPReis. Me ajudou muito!! No incio minha filha me acompanhou em varios treinos. Ano passado ela fez a São Silvestrinha e adorou!
Yeda - São Paulo (05/02/2010 @ 15:51)
Acho ótimo a matéria sobre caminhada. Por amar corridas, falo disso quase que o dia inteiro e acabo virando referência para muitas pessoas. Algumas ficam com tanta vontade que acabam pergutando como podem começar, se existe algum plano para iniciar neste mundo. Será muito legal poder indicar uma materia da Runners. Quanto a maternidade/paternidade, infelizmente ainda não sou mãe, mas adoro ver pais e filhos nas corridas. Na maratona de SP do ano passado, quase chorei quando vi uma mãe com 2 filhos pequenos e um cartaz de incentivo ao pai. Fiquei imaginando a emoção do pai ao ver a família reunida torcendo por ele.
Rodrigo Andrade Filgueiras - Rio de Janeiro (05/02/2010 @ 15:10)
Tudo bem que a volta foi dada para falar do começo de tudo, mas quando se fala em filhos o negócio é diferente. A transformação que a vida sofre naquele momento é muito grande, e na minha vida já são duas, e espero que a caminhada inicial também se torne em grandes corridas no futuro delas, este exemplo eu gostaria que seguissem, esporte, saúde, boa alimentação, enfim não que minha vida tenha sido assim o tempo todo mas mudou muito com a corrida. Adorei o post, um dos melhores já publicados. Sergio, um grande abraço.
Mel Cerri - São Paulo (05/02/2010 @ 11:54)
Embora eu não tenha filhos, sempre penso em como seria legal correr com eles. Eu bem que tento convencer meu namorado a me acompanhar nas provas, mas ele perde peso muito fácil (pq a vida não é justa) e prefere ficar só no futebol. Já sobre caminhada, tenho uma certa experiência. Em maio do ano passado eu era completamente sedentária há anos. Meus irmãos diziam que eu não tinha mais musculatura (ótimas pessoas). Até que um dia eu resolvi que queria ter mais saúde, ter fôlego pra subir as ladeiras da V. Madalena e, pra isso, começar a correr. Foram muitas semanas de caminhada-trote com o condicionamento de uma lesma morta, em que cada 2k no final do treino já me faziam sentir a mais atlética do mundo. Eu me acabava nos treinos pq era um sofrimento pra mim querer correr e ouvir o meu corpo dizer "peralá filhona, mais devagar". Aos poucos fui melhorando meu condicionamento e, no final de novembro, corri meus primeiros 10k. Hoje eu me considero o verdadeiro Renatão de saias. Acho que todos aqui devem compreender a sensação de orgulho que a corrida nos dá e como ela é viciante. Tudo graças aos primeiros passos dessa caminhada que eu espero que nunca acabe. E nada vai bater a cara de susto dos meus irmãos ao verem que sim, eu tenho panturrilhas agora!
Ricardo Macedo - Sumaré (05/02/2010 @ 11:05)
Sérgio, sem dúvida nenhuma é um sentimento totalmente novo e diferente de tudo que vivemos pré-paternidade.
Minha história de corredor iniciante tem muito a ver com os personages de seu texto. Primeiro que eu comecei a correr devido a uma promessa feita no nascimento de meu filho. Ele precisou ficar na UTI e enquanto ele estava lá eu aguardava para visitá-lo, assistia reportagem sobre a São Silvestre na TV do hospital. Prometi ali que se meu filho saisse bem até o final do ano, ele nasceu em 11/12/08, eu correria a São Silvestre do ano passado. Graças a Deus ele saiu, hoje já tem um aninho e graças a RW eu completei ano passado a SS e cumpri minha promessa.
Para finalizar, digo que uma planilha tabajara que encontrei na internet foi o inicio de tudo e ela mesclava caminhada e trote.
Agradeço a RW e aguardo a próxima edição, pois a promessa de 2010 é fazer a minha esposa começar a correr comigo.
Sorte dela que não precisará de planilha Tabajara, pois a próxima edição está aí.
Abraços.
João Pedro - São Paulo (05/02/2010 @ 11:04)
Interessante. Estou bem mais próximo no nível dos caminhantes do que dos maratonistas. Sempre admirei os corredores ao mesmo tempo que me sentia incapaz ser um deles. Na minha cabeça correr 1,5K já era coisa de fera. Hoje no auge dos meus 6K (com imensa superação) vejo que é questão de tempo para estar pesquisando pela net quais provas correr para meia-mara. Lembrar de como foi difícil quando começamos qualquer coisa é sempre motivador. As primeiras notas no violão, os primeiros passos, os primeiros dias no trabalho. A revista é tão boa justamente por ser tão eclética. Vejo que no blog faço parte da minoria dos iniciantes, mas tenho certeza que no geral dos leitores da Runner´s essa parcela é bem maior. Abraços a todos!
Gerrit - SP (05/02/2010 @ 10:43)
Não vou nem comentar como é ver o filho dar os primeiros passos, o filho falar a primeira frase inteira ( esta semana derreti quando meu filho de 2, no super-mercado perguntou, com um saco de batatas-fritas na mão: "Papa, posso comprar este?" - todo mundo em volta parou ... ) ... Sair da inércia é um coisa ... lembro, que quando cheguei no Brasil, parei com a corrida. São Paulo, cidade grande, sem lugar para correr. Fui morar perto da Ibirapuera depois de uns anos, e tentei umas voltas na pista de Cooper, nada sério, mas já era alguma coisa. Quando mudei para o 'interior', um belo dia falei para minha esposa, enquanto eu estava deitado na rede "vou correr", deu aquela vontade. Fui ... tênis ruim, dor na canela, foram uns 1500 metros. Outro dia de novo, até conseguir 3.5K de uma vez só. Aí fui aumentando aos poucos. A meta é quebrar o recorde mundial de maratona na idade 85-90 anos. []s
Gerrit - SP (05/02/2010 @ 10:43)
Não vou nem comentar como é ver o filho dar os primeiros passos, o filho falar a primeira frase inteira ( esta semana derreti quando meu filho de 2, no super-mercado perguntou, com um saco de batatas-fritas na mão: "Papa, posso comprar este?" - todo mundo em volta parou ... ) ... Sair da inércia é um coisa ... lembro, que quando cheguei no Brasil, parei com a corrida. São Paulo, cidade grande, sem lugar para correr. Fui morar perto da Ibirapuera depois de uns anos, e tentei umas voltas na pista de Cooper, nada sério, mas já era alguma coisa. Quando mudei para o 'interior', um belo dia falei para minha esposa, enquanto eu estava deitado na rede "vou correr", deu aquela vontade. Fui ... tênis ruim, dor na canela, foram uns 1500 metros. Outro dia de novo, até conseguir 3.5K de uma vez só. Aí fui aumentando aos poucos. A meta é quebrar o recorde mundial de maratona na idade 85-90 anos. []s
Sergio Melo - Rio de Janeiro (05/02/2010 @ 10:39)
a propósito da reportagem sobre caminhada, acho que é apropriada, pelos mesmos motivos da reportagem sobre emagrecimento.
Doca - http://corridasdodoca.blogspot.com/ - São Paulo (05/02/2010 @ 10:33)
Sergio, nesse caso ainda não tenho experiência pessoal para opinar, quem sabe daqui uns 5 anos quando minha namorada espera ter gêmeos. Mas posso falar por amigos que tem filhos que começaram a correr. Dizem que é uma loucura! O próprio Marcos Paulo correu a meia da Disney com o filho dele há uns 2 anos e eu lembro dele contando os detalhes, nunca o vi daquele jeito.
Alessandra Vale - Belém (Pa) (05/02/2010 @ 10:26)
Não tenho competência alguma para falar de maternidade/paternidade, salvo o fato de ser mulher e filha ao mesmo tempo, mas me identifiquei total com o assunto da caminhada.
Desde dezembro, decidi que, em outubro, quero correr a minha primeira de 10 km sem nunca ter corrido na vida.
Daí em diante, foi a velha história da caminhada-trote, intercaladas com as festas do Natal e do Reveillon e o fim de um relacionamento de 4 anos.
Evolui, me inclui num grupo de corrida assessorado por um maratonista e, agora, 3 vezes na semana, tenho o meu momento de redenção.
A caminhada, não foi só o primeiro passo para a corrida, foi o meu ressurgimento, o meu recomeço pessoal.
A caminhada foi o início de um sonho: correr a maratona de Paris. rsrsrsrsrsrsrs
Quem sabe daqui uns 3 anos...
Alessandra Vale - Belém (Pa) (05/02/2010 @ 10:26)
Não tenho competência alguma para falar de maternidade/paternidade, salvo o fato de ser mulher e filha ao mesmo tempo, mas me identifiquei total com o assunto da caminhada.
Desde dezembro, decidi que, em outubro, quero correr a minha primeira de 10 km sem nunca ter corrido na vida.
Daí em diante, foi a velha história da caminhada-trote, intercaladas com as festas do Natal e do Reveillon e o fim de um relacionamento de 4 anos.
Evolui, me inclui num grupo de corrida assessorado por um maratonista e, agora, 3 vezes na semana, tenho o meu momento de redenção.
A caminhada, não foi só o primeiro passo para a corrida, foi o meu ressurgimento, o meu recomeço pessoal.
A caminhada foi o início de um sonho: correr a maratona de Paris. rsrsrsrsrsrsrs
Quem sabe daqui uns 3 anos...
Marcelo Terraza - Brasilia (05/02/2010 @ 10:25)
Belo post Sérgio, como pai sou super babão, tenho tambem milhões de fotos das minhas duas filhotas. Infelizmente sou um fracasso como 'treinador', ninguem das minhas 3 mulheres (esposa e duas filhas) querem saber de correr. Já até consegui fazer alguns trotes (3 vezes!) com minha mais velha (15 anos) e minha esposa, mas foi tudo q consegui na minha carreira de 'treinador'. Elas simplesmente não me acompanham nessa empreitada. Ainda não desisti, se houver um manual para isso, please, me envie. Vou começar a colocar as minhas medalhas nelas quando chegar das provas pra ver se consigo algo ... hehehe... como disse o Augusto. Quem sabe a minha mais nova (11) não se comove e começa a gostar da coisa. Tenho esperança ainda. Abs, m. > keep running.
Sergio Melo - Rio de Janeiro (05/02/2010 @ 10:17)
Tenho um de 2 anos e um de -6 meses e sou um pai meio babão (minha mulher é mais fã de fotos e vídeos). Sem dúvida a corrida é um desafio quando se tem filhos pequenos. O que fiz foi mudar meu horário de corrida para a manhã bem cedo para poder ficar a noite com meu filho. Mas o ganho que tive no condicionamento físico para correr atrás do pequeno foi essencial. Antes de começar a correr eu não tinha metade da energia. Vamos ver se consigo incentivá-los na prática dos esportes desde cedo. Seria maravilhoso completar uma corrida com eles. Ou melhor ainda atrás deles he he
Felipe Carino - Niteroi, RJ (05/02/2010 @ 09:57)
Não tenho filhos, sou solteiro e minha namorada não corre nem pra pegar uma liquidação - fiquei fora dessa discussão! heheheheheh
Samanta - São Paulo (05/02/2010 @ 09:49)
Sergio, que maravilhoso esse post...amei!!!!!Foi todo maravilhoso, mas na verdade, me fez pensar em uma sugestão de matéria...vejo sempre, adoro e admiro as pessoas correndo com seus carrinhos, e seus bebês (tanto homens como mulheres). Acho que seria legal uma matéria falando dessa modalidade (hehehe), tão linda, e tão admirada...todos abrem espaço e respeitam muito os "novos" corredores. Acho que seria legal, falar sobre isso, sobre os carrinhos ideiais, os cuidados, os prazeres, as dificuldades...tenho certeza de que muita gente tem dúvidas se dá p/ levar numa boa seus filhotes, mas só obtêm informações no boca a boca, com outros pais...adoraria tb ver uma matéria menos técnica sobre a corrida na gestação...já lí algumas matérias, mas a maioria fala do ponto de vista médico, e dos treinadores, e eu queria saber do ponto de vista DELAS, que enfrentaram mais esse desafio...poderíam fazer um acompanhamento com alguma moça em especial, durante toda a gestação e corrida, para saber como ela se vira, mes a mes, nos treinos, nas roupas, no peso, nos desconfortos etc, tipo um diário, e, por fora, ir colocando matérias auxiliares de quem já passou pela experiência, dando sugestões para ela e para nós...nossa, falei demais, hoje, mas espero que gostem da sugestão. Só para constar, ainda não tenho nenhum filhote, e não estou grávida, mas quero muito correr com o meu desde o primeiro momento de gestação!
Bjos enormes
Samy
Carlos C. Wei - São Paulo - São Paulo (05/02/2010 @ 09:46)
Pais bobos são a maioria. No meu caso ela veio em dobro. Um casal de gêmeos. Felicidade completa. O duro é que as coisas aconteceram tão rápido e ao mesmo tempo que foi difícil curtir tudo, pois a preocupação com os 2 sempre foi uma constante. Não dava para vacilar. Hoje com 17 anos eles algumas vezes correm no parque. Uma dificuldade, pois nesta idade eles não querem saber de treinar seriamente. Meu filho Gustavo treinou natação pela Hebraica e foi campeão paulista na categoria várias vezes. Quando decidiu correr, deixava a nossa turma bem atrás. Na adolescência tudo é mais fácil. Os hormônios ajudam e atrapalham.
Como dizem os chineses uma grande caminhada começa com o primeiro passo.
Saulo - Goiânia (05/02/2010 @ 09:36)
Sérgio, de fato, a paternidade é uma experiência inigualável. Somente quem é pai sabe discernir o que estou falando. E é bom demais quando nossos rebentos mostram afinidade com aquilo que gostamos. Meus filhotes, por exemplo, vez ou outra querem calçar um tênis e brincar de corrida. Espero ainda poder dividir uma prova com eles. Parafraseando o Augusto, acho que não tem com não ser um babão.
Saulo - Goiânia (05/02/2010 @ 09:36)
Sérgio, de fato, a paternidade é uma experiência inigualável. Somente quem é pai sabe discernir o que estou falando. E é bom demais quando nossos rebentos mostram afinidade com aquilo que gostamos. Meus filhotes, por exemplo, vez ou outra querem calçar um tênis e brincar de corrida. Espero ainda poder dividir uma prova com eles. Parafraseando o Augusto, acho que não tem com não ser um babão.
Valdenir Antonio Feliz - GUARÁ I (05/02/2010 @ 09:26)
Meus primeiros passos foram insentivados pelo nascimento da Princesinha Amanda. Com dois anos de vida já esteve comigo em cerca de 58 corridas, incluíndo na lista a São Silvestre 2009. O abandono da vida sedentária veio em razão da filha, pois se assim não fosse não daria conta de "correr" atrás de "espoletinha". A mãe já iniciou suas primeiras passadas, começou melhor do que se imaginava, fez duas provas de 5 km. As proles servem para mostrar que estamos vivos e devemos aproveitar a vida de forma intensa e saudável.
Marcel Pracidelle - São Paulo (05/02/2010 @ 08:54)
A parte sobre comentar caminhada eu vou pular, sobre paternidade, é bem isso mesmo, tomamos as realizações dos nossos filhos como nossas, e como elas nos dão satisfação!
As vezes penso como eu vou melhorar como corredor quando meus filhos crescerem mais e eu puder voltar a dormir 8, 9 horas ininterruptas numa noite, puder curtir uma refeição inteira sem ter que levantar para levar meu filho no banheiro... Tomara que quando eu tiver estes benefícios a idade não pese demais...
Augusto - www.vamoscorrendo.com.br - Piracicaba - SP (05/02/2010 @ 08:53)
Sérgio, no quesito paternidade, sou um pai extremamenter babão, desde que meu fiho nasceu tenho mais de 3.000 fotos só dele, hoje com pouco mais de 4 anos. Sempre fiz questão de participar de cada momento da vida dele e até hoje é assim. Todas as vezes que chego da alguma prova, a primeira coisa que eu faço é colocar a medalha no seu pescoço. Desde a primeira. Na verdade, são todas pra ele mesmo. Minha esposa começou dar seus primeiros trotes há pouco menos de um mês, e segundo ela, quer fazer a São Silvestre de 2010. Bom. Eu consegui fazer a SS, partindo do zero com onze meses de treino. Acho que ela consegue também. E logo quero ver o filhotão correndo alguma prova "kids" por aí. Abraço, e vamos correndo!