Fala Guga
“Gostaria de expressar aqui minha indignação com a forma de treinamento de uma equipe grande, como a MPR, que é de um conceituado preparador físico como Marcos Paulo Reis. Corro há alguns anos e venho notando que o número de corredores aumentou. Assim como o número de assessorias. Mas algumas assessorias são uniformizadas e mais fáceis de serem identificadas. Pra minha sorte, nesse caso. Não é de hoje que percebo aquela aglomeração de "amarelinhos" no meio da pista do Parque do Ibirapuera, praticamente toda terça e quinta-feira que vou treinar à noite. OK, acho legal ser uma turma grande, pra, além de treinar, correr, se confraternizarem, trocarem idéias, fazer o social, verem e serem vistos. Mas isso atrapalha de verdade quem ainda está treinando! E acho isso uma falta de respeito. Mas não acho que isso seja culpa só dos alunos. Isso deveria partir, também, dos técnicos que estão assessorando esses alunos. Porque, na verdade, esses alunos vestem a MPR, mas quantos deles que estão lá realmente treinam com o Marcos Paulo? Quantos deles já viram o Marcos Paulo? Então acho que é uma grande responsabilidade, não só esportiva, como social, não se formar uma imagem negativa de uma pessoa como o Marcos Paulo Reis, por causa de uma, como direi, não tão boa equipe técnica. Como um técnico pode permitir que num mesmo momento, saiam aglomerados, ocupando toda a pista, mais de 30 alunos juntos? Será que ele não vê que tem outras pessoas correndo, treinando? Que tem mais gente que também tem direito a correr sem ser praticamente atropelada por corredores que insistem em correr na "contramão". Porque existe o bom senso, que funciona pra uma maioria, que é correr sempre pela direita. E, a MPR, como uma assessoria de renome, já deve ter visto algumas regrinhas básicas da ATC (Associação dos Treinadores de Corrida) pra quem quer correr sem atrapalhar e sem ser atrapalhado. Correr é um esporte individual, mas temos que respeitar o outro que também corre!!!
Ontem, especificamente, estava fazendo treino de tiro, vinha pela direita, quando saiu aquele batalhão de amarelinhos em direção contrária à minha, ocupando toda a pista. Várias pessoas ficaram meio perdidas... e eu acabei batendo de frente com uma corredora da MPR. Não sei quanto à ela, mas eu estou com duas manchas roxas, uma em cada braço. E pra que isso? Por que isso? Cadê o técnico nessa hora? Ele estava lá, vendo outras pessoas correndo e nada de orientar seus alunos a não fazerem aquele paredão... Não adianta promoverem Corrida pela Cidadania, Projeto Arrastão (que agora eu sei que esse projeto na verdade se chama assim porque é assim que vocês costumam treinar seus alunos). Não adianta escrever bonito em revistas especializadas, falar bonito na TV, ter só o conhecimento técnico. Hoje em dia tem que se ter a visão geral da coisa. Tem que perceber que vocês podem ser bons, mas que tem outros bons e merecem ser respeitados! Tem que conscientizar os alunos a terem respeito ao próximo (infelizmente nem todas as pessoas, e isso é de qualquer assessoria, entendem o conceito do respeito ao próximo). Tem que educar os assessores técnicos a respeitar os outros assessores e as outras assessorias. E também os outros corredores sem assessorias, que correm pelo prazer de correr. Eu corro pelo prazer de correr. Mas eu respeito os outros corredores. E gostaria também de ser respeitada, principalmente por esses amarelinhos que insistem em correr em bando e não tem muita noção de cidadania. Fica aqui o meu protesto. E, sinceramente, gostaria que fosse tomada alguma providência pra que esse tipo de coisa não aconteça com tanta frequencia!”
Fala Marcos Paulo Reis Fala Sérgio, no caso, euInício