Abandonar o sedentarismo

A corrida irá colocar seu corpo em movimento, levando a reações químicas – liberação do hormônio endorfina, por exemplo – que o deixarão mais disposto, com melhor humor e menos estresse, entre outras coisas. Além, é claro, de melhorar seu fôlego. “No começo pode ser um pouco difícil, mas com persistência você vai dando um passo maior a cada dia. A melhor coisa é separar um tempo do seu dia para treinar – e essa hora deve ser sagrada. Não pense duas vezes para sair, simplesmente calce o tênis e vá”, diz Iuri Lage, treinador de corrida da BH Race Assessoria Esportiva, de Belo Horizonte (MG).


Ele disse adeus a inércia

Rafael Borsoi é médico, cardiologista, sabe da importância da prática regular de exercícios para a saúde e, mesmo assim, era sedentário. Foi inclusive a profissão que o afastou do esporte por um bom tempo. “No período de residência médica a carga de trabalho é muito grande, no mínimo 60 horas semanais, fora os plantões, o que dificulta hábitos saudáveis regulares. Passei mais de dois anos sem fazer qualquer atividade física e com uma alimentação desequilibrada”, afirma. Ironicamente, Rafael tem histórico familiar de cardiopatia — seu pai enfartou aos 44 anos — e um perfil genético (obesidade visceral e dislipidemia) que favorece doenças cardíacas.

Há cinco meses, ele resolveu começar a correr, sozinho, apenas com as dicas e um amigo psicólogo corredor. Não parou mais. “Tive que reorganizar minha rotina e incluir no mínimo uma hora diária para o exercício.” Além de perder peso — uns 6 kg até agora —, seus exames de saúde melhoraram e ele afirma que sente mais disposição para as atividades diárias. "O cardiologista curitibano Rafael Borsoi, de 29 anos, começou a treinar sozinho há cinco meses e acredita que para mudar é preciso vontade e orientação"

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